Eu vejo Kate. Ela não me vê

Eu Vejo Kate nos apresenta Kate Dwyer, uma jovem escritora que resolve escrever a biografia de um serial Killer, Nathan Bardel, conhecido como  O Esfaqueador das Damas de Blessfield. Kate tem seus problemas, está depressiva por acabar de terminar um namoro por culpa de uma traição e as pessoas chegadas a ela acreditam que não a fará bem se jogar na mente de um Serial Killer.Eu Vejo Kate

Mas Kate faz mais do que só aprender sobre Bardel através de pesquisas e informações, ela tem a ajuda do espírito do próprio, que em alguns momentos consegue ‘ se comunicar’ com ela. Nathan foi recentemente executado, após ser pego pelo agente (agora ex-agente) do FBI Ryan Owen, e é seu espírito que começa a narrativa do livro.

Eu Vejo Kate é narrado pelos personagens, mudando a cada capitulo. Esse tipo de narrativa não agrada a todos mas aqui pareceu ser a escolha certa. Como é uma obra cheia de suspense, ver cada parte do ponto de vista de um personagem  (Nathan, Kate e Ryan) ajudou muito.

Kate conhece Ryan procurando por informações para seu livro. Logo no primeiro encontro podemos perceber uma afinidade entre eles e assim começa um novo romance. Quando a editora suspeitamente encerra a produção da biografia, um assassino imitando os métodos de Nathan mata a vizinha de Kate. Com essa ameaça, Ryan e Kate começam a trabalhar juntos, usando todo seu conhecimento sobre serial killers, para descobrir a identidade do assassino.

O que mais agrada nessa obra é a falta de censura. Quem lê sobre serial killers, lê porque gosta e não quer ver a violência limitada. Cláudia não tem medo de ousar e colocar assassinatos bem violentos, porém completamente viáveis. Nada aqui é limitado, se tem sexo, a cena é descrita completamente. Se tem violência, idem. Nem os estupros (muito usado por Nathan), são poupados dessa descrição. Como é explicado pela autora no inicio do livro, muitas pesquisas foram feitas e tudo que foi colocado ali foi baseado em situações reais, por isso, nada de cortes. Eu apoio firmemente essa decisão, a falta de cortes foi crucial para a qualidade da obra.

O lado negativo, para mim, foi o excesso do romance de Ryan e Kate. Até metade do livro, senti que estava lendo apenas sobre eles e pedindo para ver mais sobre assassinatos do que sobre o casal. Mas depois da metade o suspense reina e te prende na leitura até descobrir o culpado. Essa revelação me fez querer dar os parabéns para Cláudia no mesmo momento, amei o quanto ela não teve medo de chocar e usar um assassino bem ousado. Também achei que faltou mais de Nathan. No inicio do livro achei que fosse ser contada a história dele, mas no fim tudo se transformou na busca desse novo assassino e faltou aprofundar mais em Nathan.

Eu Vejo Kate é um livro autopublicado, o que não interfere em nada na qualidade. É muito bem revisado e não possui nenhum erro. A capa é ótima, completamente em harmonia com o conteúdo e o material é de qualidade.

Para os amantes de suspense, romances policiais e serial killers, Eu Vejo Kate é um prato cheiro.

Veredito
Nota do Thunder Wave
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