sábado, 4, dezembro, 2021

Resumo

A autora entrega um bom suspense, que possui um final bem satisfatório e encaixa todas as peças jogadas ao longo da trama, mas esse excesso de elementos atrapalha um pouco a leitura, tornando-a lenta no início e só tendo suspense realmente quase no final do livro.

Resenha | Garotas em Chamas- C.J Tudor

Autora por trás dos conhecidos livros O Homem de Giz, Outras Pessoas e O Que Aconteceu com Annie, C.J. Tudor já se tornou um nome reconhecível entre as obras de suspense. Seu novo livro, Garotas em Chamas, lançado pela editora Intrínseca, usa os mesmos elementos dos anteriores.

A reverenda Jack protagoniza essa trama ao se mudar de Nottingham para a pequena Chapel Croft transferida por motivos pessoais do passado para cuidar da paróquia da cidade. Uma história sinistra sobre crianças queimadas que se tornaram mártires por serem protestantes séculos antes, criou uma tradição chamada garotas em chamas, onde queimam bonecas de gravetos em homenagem às meninas. Mas esse não é o único evento sombrio do local. Décadas antes da chegada de Jack duas adolescentes sumiram misteriosamente e semanas antes o responsável pela paróquia se enforcou. São esses acontecimentos que começam a assombrar Jack e sua filha Flo logo nos primeiros dia da mudança. Eventos sobrenaturais e estranhos cercam as duas, sempre entregando um novo desafio e novos perigos.

Ao longo dos acontecimentos, muitos elementos são inseridos, que à princípio deixam a leitura lenta. O excesso de subtramas atrapalha a empatia com os personagens, tão necessária para criar o clima de tensão desejado, e tantos casos diferentes, inicialmente totalmente desconexos, demoram para fazer sentido na leitura. A já conhecida narrativa de Tudor, cheia de referências pops e com capítulos curtos divididos por personagens, ajuda os leitores familiarizados a ir até o final da obra, onde tudo se encaixa e nenhum detalhe é deixado no ar.

Garotas em Chamas se diferencia das obras anteriores por investir mais em críticas. Há pequenos momentos anti machismo, vício em tecnologia e perda de valores familiares inseridos na narrativa. Por ter uma protagonista religiosa, algumas críticas às intolerâncias religiosas dos grupos mais rigorosos são gritantes e pontuais no livro.

A autora entrega um bom suspense, que possui um final bem satisfatório e encaixa todas as peças jogadas ao longo da trama, mas esse excesso de elementos atrapalha um pouco a leitura, tornando-a lenta no início e só tendo suspense realmente quase no final do livro.

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