Resenha: Ilha de Vidro- Nora Roberts

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Em Estrelas da SorteNora Roberts nos apresentou Os Guardiões que iriam proteger as estrelas. Cada um com seus dons e peculiaridades, os personagens se mostraram interessantes e, como a autora costuma fazer em suas trilogias da temática, conhecemos um pouco mais sobre cada dupla em cada volume.

O primeiro trouxe Bran e Sasha como protagonistas, que por mais interessantes que sejam, ainda são personagens considerados “comuns”, um casal normal que possui alguns dons, como todos que carregaram as trilogias anteriores. Já em Baía do Suspiros, a autora explora o personagem mais diferente de suas histórias e junta Annika, a sereia, com Sawyer. Agora, em Ilha de Vidro, A licantropa Riley e o imortal Doyle se juntam para protagonizar o casal mais diferentão dos livros.

*** Atenção, pode conter spoilers para quem não leu os dois outros volumes da trilogia***

Graças à personalidade dos dois, Ilha de Vidro mostra um romance bem amenizado. Com Riley sendo solitária por conta de ser uma loba e Doyle ser um espadachim de 300 anos amaldiçoado com sua imortalidade – que o fez ver morrer todos que amava e se fechar para os sentimentos -, a relação dos dois é complicada e bonita pela complexidade, mas foge totalmente de qualquer gesto e palavras bonitas. Com isso, temos o volume mais engraçado da saga, exatamente por quebrar esses momentos.

“Doyle imaginou que, se ela estivesse com seu chapéu, o teria posto sobre o rosto. Era um rosto bonito, por sinal. Não tanto quanto o de Annika, mas poucos eram. Ela tinha uma boa constituição óssea que provavelmente lhe seria útil na velhice- se vivesse até lá-, além de um maxilar forte capaz de aguentar um soco e uma boca larga que sempre tinha algo a dizer.”

Nerezza está se recuperando e não há muito tempo para o sexteto derrotá-la e encontrar a Ilha de Vidro e a última estrela. Por isso, por mais que tenha espaço para o romance, essa história acaba tendo um foco maior na ação e distribuindo a atenção entre todos os personagens, não apenas no casal principal. Isso o diferencia dos outros e o torna ainda mais atrativo.

Como de costume, Nora Roberts entrega um ótimo desfecho, que faz jus a todos e finaliza muito bem as questões pessoais de cada um, que tanto embalaram a trilogia.

Ilha de Vidro finaliza muito satisfatoriamente a série Os Guardiões, onde a autora prova que ainda consegue fazer bonito com a mesma temática já empregada em algumas de suas outras sagas, adicionando elementos que destacam a trilogia e a tornam ainda mais interessante que as anteriores.

Resumo
Nota do Thunder Wave

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