Resenha: Inferno- Dan Brown

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Robert Langdon já é um nome bastante conhecido. Protagonista das primeiras aventuras escritas por Dan Brown, o personagem foi responsável por muitas revelações de teorias polêmicas, nos livros e no cinema.

A nova obra de Dan Brown, Inferno, é mais uma dessas aventuras de Langdon. Com o foco no clássico A Divina Comédia, de Dante Alighieri, a trama coloca Robert novamente para salvar o mundo, agora de um possível ataque biológico que promete exterminar boa parte do planeta.

Dan Brown aplica aqui a mesma fórmula que tem funcionado em suas obras antecessoras, e quando digo isso quero dizer que EXATAMENTE igual aos livros anteriores. Brown criou uma rotina, onde narra a trama sendo resolvida por Langdon e uma nova parceira, nesse caso a inteligente enfermeira Sienna, passando por várias obras de arte famosas que o autor aproveita para mostrar o passado histórico.

Esse padrão não é necessariamente uma coisa ruim, afinal, se Robert é chamado para essas “missões” por causa do seu conhecimento como historiador, não faria sentido mudar nada disso. Todavia, o citado padrão pode cansar alguns leitores. Para esses mais exigentes, dou a boa notícia: Dan Brown resolve inovar no final. Mesmo que a leitura pareça idêntica às outras, em dado momento  o autor começa com várias reviravoltas e uma resolução que foge um pouco do padrão, deixando a obra um pouco mais original, na medida do possível.

Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral.

De todas as obras do autor, Inferno é a única que possui um assunto tão bem elaborado, que faz o leitor refletir por um bom tempo sobre o futuro de nossa espécie e o papel da ciência nesse futuro.

Inferno é mais um sucesso de Dan Brown. Com uma trama envolvente, cheia de adrenalina e as conhecidas explicações históricas do autor, o livro entrou rapidamente para meus favoritos por ter a premissa mais profunda e filosófica que os outros livros, isso sem mencionar que fala intimamente de ninguém menos que o grande Dante Aligheri.

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