Resenha: John Constantine, Hellblazer – Origens Vol. 1- Pecados Originais

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John Constantine, Hellblazer – Origens Vol. 1- Pecados Originais Book Cover John Constantine, Hellblazer – Origens Vol. 1- Pecados Originais
Vertigo
John Constantine, Hellblazer
Jamie Delano
John Ridgway

Como um dos poucos magos que compreendem tanto as possibilidades quanto os riscos de sua arte, o nativo de Liverpool John Constantine conseguiu não se deixar perder nas artes negras, mas não foi capaz de evitar completamente suas garras sedutoras. Infelizmente, enquanto John sabe o verdadeiro preço da magia, o mundo está cheio de amadores dispostos a entregar suas almas por um gostinho de poder mágico. E, para o bem ou para o mal, todo o conhecimento arduamente adquirido ao longo dos anos garante que John esteja no meio de qualquer confusão que possa surgir… Esse volume reúne as primeiras edições da série John Constantine, Hellblazer em 180 páginas de quadrinhos.

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John Constantine é um nome conhecido entre leitores e não leitores de quadrinhos. Seja pelo filme de 2005 ou pela recente série que foi brutalmente cancelada, o personagem não é estranho para o público.

Entretanto, aqueles que gostam do jeito debochado e das aventuras sem pudor de Constantine, mas ainda não leram nada dele, não sabem o que estão perdendo. Por melhor que tenha sido representado nas adaptações, nada se compara à HQ’s adultas do personagem.

Criado por Alan Moore, Constantine teve sua primeira aparição em O Monstro do Pântano, ganhando sua HQ solo, intitulada Hellblazer, apenas em 1988, com roteiro de Jamie Delano e arte de John Ridway. São essas produções que estão sendo relançadas em versão encadernada pela Vertigo, começando por em John Constantine- Hellblazer – Origens Vol. 1- Pecados Originais, que reúne as edições 1 a 6 da saga.

A primeira coisa que chama atenção é a ambientação dos quadrinhos. Com a trama geral sendo focada em pecados, usando possessões, fantasmas e forças malignas, o mundo precisa ser retratado de uma maneira bem suja e é exatamente isso que as páginas deixam transparecer. Os desenhos de Ridgway fazem um incrível trabalho nessa representação, não poupando o leitor de insetos cobrindo pessoas, muito sangue e vísceras que de fato deixam tudo mais assombrado.

John Constantine, Hellblazer | Imagem: Vertigo

E é a essa ilustração de um mundo imundo, em conjunto com o texto fluído e detalhado de Delano que podemos atribuir o sucesso de Constantine. Nessas primeiras seis edições, é introduzida uma trama que não só dita o tom dessa e das futuras obras, como abre um leque de oportunidades para as continuações, deixando a curiosidade no leitor para ver o desfecho dessa história.

Há muitas referências políticas e sociais e um contexto histórico que enriquecem o roteiro e ajudam a tornar mais coerente. É interessante e reflexivo ver a união de seres sobrenaturais e elementos comuns- como tentar faturar na bolsa de valores- dá um toque muito realista à obra.

John Constantine, Hellblazer | Imagem: Vertigo

John Constantine é um personagem carismático, que conquista por contrastar esse carisma com seu jeito desbocado e relaxado. Em vários momentos ele é obrigado a tomar atitudes que o tornam pior que seus inimigos, e essa é mais uma graça filosófica dele, onde acaba se tornando um monstro para salvar o mundo.

Hellblazer surpreende por se mostrar muito mais do que um simples terror, com muitas questões interessantes que permitem ao leitor refletir sobre elas, é sim um ótimo terror, mas também com muito conteúdo e um protagonista sensacional.

Veredito
Nota do Thunder Wave
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