Olá, caros leitores! Bem, logo de antemão quero avisar-lhes de que este post trata-se de uma resenha-crítica; o que isso significa: É mais uma análise sobre o livro do que um resumo/resenha sobre o enredo, em si. Se você leu o livro em questão, já gostaria de pedir-lhes sua opinião sobre e para quem não o leu ainda, prometo evitar quaisquer tipos de spoilers.

Trata-se de Morte Súbita (The Casual Vacancy, em inglês) da renomada autora J. K. Rowling. Esse é a primeira obra assinada pela britânica após o estrondoso sucesso da saga Harry Potter, da qual Rowling escreveu sete volumes ao longo de uma década e os frutos de Harry Potter, todos sabem, não é? Oito produções cinematográficas, jogos para videogames, entre outros diversos produtos licenciados.

Para muita gente o recomeço é sempre difícil.

“Exemplo: um cantor que acabou uma turnê mundial de concertos musicais. Imagine essa turnê altamente bem produzida, com boas críticas pelo público e por quem é de direito. Imagine agora, o mesmo cantor voltando aos palcos com uma nova turnê. Ele sempre será lembrado pela turnê anterior, sempre vai haver comparações (uma turnê com outra) e ele, o cantor, precisará trabalhar duro para se superar como artista (não repetir os feitos da turnê passada, visualmente falando) e surpreender o público.”

Agora uma pergunta: “o que turnê de concertos musicais tem a ver com livros?”

Eu respondo: “nada!” Mas gostaria que atentassem para uma palavra: S U P E R A Ç Ã O.

Quando o livro foi lançado, diversos fãs de Rowling o adquiriram pelo simples fato da obra ter sido assinada por ela. É claro que os fãs sabiam também, que não se tratava de uma obra no “estilo Harry Potter de ser”, muito menos, um outro universo mágico e já de antemão, aviso que idêntico à saga literária Harry Potter, “Morte Súbita” só tem a narrativa e a escrita iguais, nada além disso.

É como se nesse livro, J. K. quisesse presentear os seus leitores que cresceram com ela, Harry, Rony e Hermione no castelo de Hogwarts; como se ela quisesse presenteá-los com algo novo, após uma década de magia; como se ela tivesse percebido que o seu público havia crescido e precisasse de algo, digamos, “mais interessante”.

I N T E R E S S A N T E, essa é a palavra que define todo o enredo de Morte Súbita. Em sua genialidade, J. K. Rowling criou todo um outro universo urbano, onde em linguagem adulta (sim, leitores, LINGUAGEM ADULTA), é utilizada para relatar temas como ambição, poder, mesquinharia, drogas, sexo, relacionamento pais vs. filhos, adoção, bullying, estupro, violência doméstica e pessoas que dizem ser uma coisa, mas na verdade são outra. A autora quis passar, que não precisa estar numa grande metrópole para se ouvir sobre tudo isso, certas coisas como essas podem morar ao lado, quiçá num vilarejo tranquilo e aparentemente “o melhor lugar para recomeçar uma vida ou criar os filhos”.

É um livro que divide opiniões, inclusive da crítica, que disse “se você gostou de Harry Potter, com certeza gostará de Morte Súbita”, não necessariamente. Esse tipo de crítica, mais me parece que o cara não leu o livro e só por ter a assinatura do autor – já conhecido por todos, acha que o livro será uma espécie de “Harry Potter para adultos”. Não! Definidamente, não. Eu particularmente, conheço pessoas que odiaram Harry Potter e amaram “Morte Súbita”.

Entrementes, leitores, o livro em questão é bom, traz uma leitura um tantinho desgastante, mas se faz necessário pois J. K. quer explicar o que ocorre naquele mundinho que segue às mil maravilhas – até a morte de Barry Fairbrother, um homem amado e odiado por muitos na mesma proporção. Morte Súbita é uma obra incrível, diferente de tudo que Rowling havia escrito até então e um ótimo ganho para sua trilogia O Chamado do Cuco, por quem assina como Robert Galbraith.

Em 2014, uma série foi produzida baseada no livro. Com título homônimo, traz no elenco Michael Gambon – o ator que deu vida a um dos personagens mais queridos pelos fãs da saga Harry Potter, Alvo Dumbledore –. Na série, Michael interpreta Howard Mollison, o líder do conselho de Pagford (o vilarejo da trama) e dono de uma delicatessen.

A série está disponível para busca na rede, abaixo você assiste o trailer:

 

Assistiu a série e/ou leu o livro? Conte pra gente!

 

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