Resenha: O Violão Azul- John Banville

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O Violão Azul narra a vida de Oliver, um pintor que tem o impulso de cometer furtos apenas pela adrenalina da ação.Sua vida muda a partir do momento em que furta algo muito diferente do que estava acostumado: A mulher de seu amigo.

A narrativa, toda a partir do ponto de vista de Oliver, na realidade conta toda a história do protagonista. Através de devaneios do personagem, descobrimos seu passado, como começou seu caso com a mulher de seu amigo, como é seu casamento, a morte de sua filha pequena e um pouco sobre sua infância. Rapidamente, percebemos que a premissa original é apenas uma desculpa, a traição é apenas mais um item nessa longa análise do comportamento de Oliver.

A escrita de John Banville mescla a linguagem formal com humor, sendo bastante descritivo, mas dando toques cômicos em vários momentos da narrativa. Por ser uma leitura que analisa os sentimentos do protagonista, se torna bastante complexa e profunda.

O livro é pequeno, cerca de 270 páginas, por isso se torna mais fácil de ler, entretanto, a escrita excessivamente descritiva, juntamente com a falta de divisão por capítulos (a obra é divida apenas em três partes com quase 100 páginas cada uma), não ajuda a leitura a fluir, por isso o leitor deve estar ciente de que é uma obra interessante, mas lenta na leitura.

O Violão Azul aborda a complexidade dos sentimentos humanos e por isso se torna um livro interessante. Todavia, é indicado apenas para os que estão acostumados com o estilo mais formal da narrativa, pois é fácil de dispersar na leitura e não é raro precisar voltar e reler alguns parágrafos.

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