Resenha: Origem- Dan Brown

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Origem Book Cover Origem
Dan Brown
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Ficção
Arqueiro
03/10/2017

Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete “mudar para sempre o papel da ciência”. O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.

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Robert Langdon está de volta para mais uma de suas famosas aventuras em Origem. Dessa vez a temática é totalmente religiosa, abordando mais do que nunca as crenças relacionadas ao assunto.

Dan Brown não tem medo de ousar e aborda abertamente a questão ciência vs religião nesse livro, trazendo a tona discussões antigas sobre a criação, enquanto discute as diversas religiões e suas respectivas crenças.

Tudo começa quando Edmond Kisrch, ex-aluno de Langdon com um promissor futuro na área de ciências, faz uma grande descoberta que promete abalar o mundo. A grande revelação de Kisrch promete ser a resposta para as antigas dúvidas sobre o Universo, mas antes de terminar sua palestra, ele é assassinado com um tiro. Cabe agora a Langdon tentar descobrir as respostas que o amigo havia encontrando e revelar ao mundo.

O autor entrega algo diferente nessa obra, que está muito modernizada. Explorando muitas conspirações existentes na internet, boa parte da ação acontece através de um informante que manda notícias para sites conspiratórios, geralmente mostrado no final de cada capitulo e ajudando bastante a situar o leitor na trama.

Internet não é a única tecnologia utilizada em Origem. Brown realmente quis inovar e usa de vários recursos cientificamente avançados, como inteligências artificiais e objetos dignos de Syfy. Até as obras de arte são mais atuais, o foco fica em arte moderna, e não em renascentistas como geralmente é abordado em seus livros.

Entretanto, em relação à narrativa, Origem peca um pouco. Talvez pela ação ser muito tecnológica, e o começo bem lento, há pouco suspense na trama, que falha ao prender completamente o leitor nos acontecimentos e torna a experiência pouco fluída. A falta de ação física e a demora para apresentar o problema acabam prejudicando um pouco a leitura no início.

A falta de quebra-cabeças envolventes como nas obras mais famosas do autor atrapalham na qualidade de Origem, que se torna pior que os antecessores, mas ainda tem seu charme. Em comparação, não é um livro atrativo e interessante como os fãs do autor estão acostumados a ver, porém isolado é uma leitura interessante.

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