Resenha: A Sereia – Kiera Cass

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A sereia Book Cover A sereia
Kiera Cass
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Ficção Juvenil
Seguinte
26/01/2016

Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.

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O mundo mitológico das sereias nunca mais será o mesmo após a leitura desse livro. Kiera Cass, a autora de A Sereia, consegue encantar e ao mesmo tempo deixar os leitores boquiabertos com o que a Água pode fazer.

Kahlen, a protagonista do livro, se tornou uma sereia após um naufrágio provocado pela própria Água. Ela não queria morrer, então a Água lhe salvou com a promessa de que Kahlen teria que servi-la com a sua voz por cem anos, com a promessa de uma vida humana após o cumprimento desse prazo.

Kahlen consegue a imortalidade e se junta a uma irmandade de garotas que não se machucam, não envelhecem e são absurdamente lindas. O problema é que, de tempos em tempos, Kahlen e o resto das meninas precisam cantar para causar naufrágios e alimentar a Água, e isso deixa a protagonista bastante culpada pelas vidas que precisa tirar.

A garota é a sereia preferida da Água, e também é a mais obediente. Porém, a culpa e a tristeza a consomem tanto que a garota encontra refúgio no campus de uma universidade. Como a sua voz é fatal, ela não pode se comunicar com os humanos, mas pode observá-los de longe, enquanto finge que faz parte de tudo aquilo, mesmo sabendo que enquanto ainda estiver na condição de sereia, ela nunca será uma humana.

Ela conhece Akinli no campus da universidade, e o que a deixa impressionada é a facilidade de comunicação que ele possui, mesmo que Kahlen não possa falar. Ao contrário das outras pessoas, o jovem parece realmente interessado em conhece-la, e isso a deixa impressionada.

Uma das coisas mais interessantes no livro é exatamente a facilidade de comunicação entre Akinli e Kahlen. Mesmo ela não podendo falar, Akinli age como se os dois estivessem num diálogo convencional. Outro ponto interessante é a forma como a autora aborda as sereias, trazendo coisas já existentes na lenda desse ser mitológico — como o fato de que elas usam a voz para atrair as pessoas — e adaptando outras.

A obra se passa oitenta anos após Kahlen se transformar em sereia, e mostra como as jovens, mesmo sendo sereias, podem se adaptar ao mundo dos humanos e até interagir com eles sem usar a voz. Elas esbanjam uma vida de aventuras e riquezas, mas nem isso deixa Kahlen feliz.

Um ponto negativo é que ao ler a obra, você imagina um universo de sereias poderosas e misteriosas dentro de uma aura mística e charmosa, e a autora pecou nesse quesito. A impressão que dá é que a Kiera não tinha a intenção de que o livro tivesse esse formato, mas o que a maioria espera é um universo um pouco diferente do que nos é apresentado.

Por causa da culpa, a protagonista passa a maior parte do livro se punindo pelas coisas que precisa fazer pela Água, e isso acaba deixando a leitura um pouco cansativa. A boa e fluída escrita da Kiera compensa, porém, dá a impressão de que ficar repetitiva.

Apesar dos pontos negativos, A Sereia é um ótimo livro para leitura, principalmente para quem deseja ler algo diferente sobre esses seres mitológicos.

Veredito
Nota do Thunder Wave
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