quinta-feira, 22, outubro, 2020

Resumo

Relendo a saga, podemos perceber que a escrita de Stephenie Meyer melhorou bastante e a riqueza de detalhes e evolução dos personagens foi algo surreal. A capa é um ponto a parte, pois a imagem pode causar um desconforto, mas ela representa toda a batalha interna que se passa no interior de Edward. É um ótimo livro, com algumas ressalvas. Boa leitura!

Resenha | Sol da Meia-Noite

A saga Crepúsculo aqueceu o coração de muitos fãs com uma história de amor improvável entre um vampiro e uma humana. Muitos conflitos aconteceram durante a saga, mas no final o casal Edward e Bella conseguiu deixar sua marquinha na memória de muitos fãs apaixonados. Depois da publicação de Amanhecer, rumores sobre um livro que contaria os eventos do primeiro volume sob o ponto de vista de Edward estavam por toda a parte. Agora, depois de anos foi lançado pela editora Intrínseca o tão aguardado Sol da Meia-Noite.

Resenha | Sol da Meia-Noite 1
Edward narra os acontecimentos de Crepúsculo/ Reprodução

Através dos olhos de Edward, nós acompanhamos o início da história de amor entre o vampiro e a humana Bella Swan que se muda para a cidade de Forks para viver com o pai e acaba se interessando por ele. Muito se especulou sobre esse livro, como podem perceber os primeiros livros da saga contém passagens que não foram totalmente explicadas. Muitos fãs desejavam saber mais sobre a formação da família Cullen, mais detalhes sobre Carlisle antes de Edward, os pormenores sobre tudo o que não fosse relacionado ao romance. Mas mesmo assim, entender melhor o comportamento de Edward para com Bella, pois podemos notar traços de possessividade, obsessão, ciúmes e muitos outros sentimentos entre eles.

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A primeira parte do livro é voltada para o autocontrole de Edward por conta do cheiro doce de Bella e conforme ele vai narrando, entendemos a força que esse cheiro exerce sobre ele e isso fica mais claro nesse livro, do que em Crepúsculo. Pelo o que ele nos conta, ela desperta o monstro, o vampiro dentro dele, e o resto de humanidade dele parece esquecida. Em meio a tudo isso, é possível enxergar melhor a dinâmica da família Cullen que é bem legal. Meyer desenvolveu realmente uma família, com laços de amor, companheirismo mesmo sendo vampiros. A relação mais bonita é entre Edward e Esmee, a proximidade deles é de muito amor.

Uma das personagens mais “crucificadas” era a vampira Rosalie. Nos dois primeiros livros, ela realmente é difícil. Mas com o avançar dos livros, vemos uma pessoa que foi privada de muitas e na narração de Edward, fica mais evidente suas motivações e atitudes e isso, faz com que a gente passe a gostar mais dela. Outro destaque é a relação entre a tribo descendente dos Black, com a sua maldição de lobisomem, e os Cullen. O pai de Jacob, responsável por manter o acordo entre os dois grupos, está ciente sobre os perigos que o relacionamento entre Bella e Edward pode trazer a paz da região e isso de certa forma, é bem desenvolvido.

Toda a história que se passa nele é a mesma do primeiro livro, mas devido a vivencia de mais de 100 anos de Edward, ele acaba racionalizando as coisas, pensando demais. Mas no momento em que ele se apaixona pela Bella, vemos o modo automático sendo desligado e ele descobre seu lado impulsivo e, talvez, até mais humano. Com as devidas proporções é algo até interessante e a escrita fluida e simples da autora faz com que a leitura não seja cansativa no início. Porém, em alguns momentos Stephenie se deixa levar e no final não queremos continuar a leitura. Na verdade, queremos mais detalhes do passado, por exemplo, saber mais sobre os Volturi. O fato é que Sol da Meia-Noite é um livro bom, no entanto, com palavras demais.

⁠Pensei em todas as coisas horríveis que ela tinha aceitado em relação a mim sem medo. Aparentemente, só os outros vampiros eram assustadores.

Inicialmente, ter conhecimento dos pensamentos dele é algo frustrante porque ele sempre está achando os humanos seres previsíveis e podemos perceber uma certa superioridade da parte dele, mas conforme sua curiosidade pela Bella vai ficando mais intensa (primeiro pelo fato de não conseguir ler a mente dela e mais tarde na descoberta de seu amor) ele começa a ficar mais humano. E diferente da versão de Bella, vemos um personagem mais profundo. Pela visão de Edward, vemos que a Bella possui muitas qualidades e é bem mais interessante do que nos é mostrado em Crepúsculo, em que ela se diminui muito e resume as conversas entre eles em sua versão por justamente não se achar especial e pela versão de Edward, a personagem Bella poderia ter sido trabalhada de uma forma melhor na saga.

Aliás o próprio Edward está longe de ser uma criatura perfeita e sem defeitos que a Bella acha que ele é. Nessa obra, vemos a insegurança dele (ver ele com ciúmes do Mike Newton foi impagável) e que também estava ciente das suas atitudes, sendo possessivo, rude e agressivo com a Bella e a sua justificativa para tudo isso, é ridícula. De fato, é um livro melhor do que Crepúsculo. Ele é bem trabalhado, traz mais profundidade para os personagens e consegue, por uma boa parte, desviar do romance entre Bella e Edward na dose correta se tornando um livro mais interessante.

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