Resenha: Tom Strong- Nos Confins do Mundo

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Tom Strong- Nos Confins do Mundo Book Cover Tom Strong- Nos Confins do Mundo
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Panini
07/2017
Alan Moore, Michael Moorcock,Joe Casey, Steve Moore, Peter Hogan
Chris Sprouse, Jerry Ordway Ben Oliver, Paul Gulacy, Jimmy Palmitotti, Karl Story,

Aventuras piratas, encontros com antigos inimigos de perto e de longe e explorações ao interior do corpo humano são mero prefácio ao maior desafio de Tom Strong até agora: O FIM DO MUNDO. Este encadernado é o sexto e último da série.

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Finalizando a principal série de Tom Strong, Tom Strong: Nos Confins do Mundo é o sexto encadernado do personagem e enfim chega ao Brasil pela Panini, reunindo as edições 31 a 36 de Tom Strong, para entregar o devido desfecho.

Composta por curtas aventuras isoladas, o quadrinho tem seus altos e baixos, exatamente por reunir vários roteiristas em sua criação. Originalmente criada por Alan Moore, a série aproveita a falta de conexões entre as histórias para colocar vários nomes famosos em sua criação- tanto no roteiro como na arte.

As aventuras não seguem um padrão, deixando a imaginação de cada roteirista bem solta para aproveitar do personagem da maneira que quiser. Há histórias que colocam Strong no passado para enfrentar piratas, já outras exigem que o personagem entre em Pneuman  para detectar um problema de funcionamento e assim, sem seguir uma lógica, é ditado o tom da obra. Algumas dessas histórias brincam com referências aos clássicos do cinema, geralmente se tornando as favoritas dos leitores.

As diferentes edições irão agradar ou desagradar os leitores de acordo com o gosto pessoal, porém isso não se aplica à edição que encerra o encadernado. Sendo a única de autoria de Alan Moore, No Fim do Mundo entrega um desfecho interessante e filosófico para essa saga.Trazendo de volta praticamente todos os personagens criados por Moore, a trama gira em torno de um armagedom do qual Promethea é a responsável. Vale mencionar que há um erro editorial nesse momento, que traduz o nome da personagem para Prometeia, sendo que ela já foi publicada pela editora com o nome correto.

Não é um encerramento complexo, que inclusive deixa Promethea pouco desenvolvida para aqueles que não conhecem suas outras aventuras (e ainda corre o risco de deixar um belo spoiler no final), mas é digno. Com um ar de despedida, a história explica alguns acontecimentos do passado do personagem e deixa a sensação de um final bem colocado.

Em relação às artes, a questão é a mesma do roteiro. Com a mudança de artista de acordo com as aventuras, há uma boa diferença entre os traços que certamente irão irritar alguns leitores. Jerry Ordway, que inicia o encadernado e assume as artes da aventura pirata, faz um trabalho incrível. Já outros, não conseguem manter tão bem o traçado.

Arte de Jerry Ordway

Tom Strong: Nos Confins do Mundo pode não ter as melhores aventuras do personagem, mas compensa pelo seu desfecho. Entre altos e baixos, o encadernado redime as partes menos agradáveis ao dar um final digno à série.

Veredito
Nota do Thunder Wave
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