Resenha: Uncharted – O Quarto Labirinto – Christopher Golden

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Não adianta ter uma boa história se o personagem não for rico. E é isto o que acontece com Uncharted – o Quarto Labirinto. Nate é um personagem vivo, cheio de conteúdo e que faz com que o leitor se identifique com ele.

Diferente do que acontece atualmente nos cinemas, com personagens tão fracos e sem conteúdo, os games trazem uma nova concepção de diversão. Porque você joga com ele. Mas não adianta apenas isso. É necessário uma estrutura, um algo a mais que faça o jogador acreditar no que está vendo ali na tela.

E transportar Nate Drake para os livros, foi uma ótima jogada.

O livro é uma aventura de volta a história. Temos um Nate que diferente das histórias do game onde ele começa em busca de algum tesouro, agora ele está em volta do mistério que envolve a morte de um dos melhores amigos de seu mentor, Sully. E irá não apenas o ajudar, mas também proteger a afilhada de seu amigo, Jada.

O livro possui ótimas doses de conspirações históricas e traz a tona três grandes civilizações e as colocando em um mesmo momento histórico. A Grécia, o Egito e a China. E o que elas tem em comum? O antigo enigma do Labirinto.

Christopher Golden é um ótimo contador de histórias. Recheia nossa imaginação com o passado, com ótimas doses de aventura como é de se esperar da franquia Uncharted. E o melhor de tudo? Você não precisa ter jogado nada ou conhecer sobre o jogo!

E esse é o grande trunfo de Uncharted – o Quarto Labirinto. Apenas poder comprar o livro e ler uma grande aventura.

Não o compare com Indiana Jones, Allan Quatermain ou qualquer outro aventureiro em busca de tesouros históricos. Nate não é nenhum deles. Os criadores podem ter bebido de Indiana Jones, mas apenas isso.

Nate tem o seu próprio carisma e humor característico. Ele é sarcástico e sério quando precisa ser. Aquele que qualquer um gostaria de ter em uma aventura porque sabe que pode confiar nele. Em tempo de personagens que ninguém confia, onde ser o anti herói é a grande moda, Nate não é uma coisa nem outra. Ele é apenas ele e está ali para o que deve ser feito: viver grandes aventuras!

O ouro pode até ser o objetivo, mas o que o mantém vivo, é sem dúvida alguma o mistério que envolve qualquer um de nós. Qual? Leia o livro e descubra!

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