sábado, 11, julho, 2020
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Review | Mirror’s Edge Catalyst

Mirror’s Edge é um jogo em primeira pessoa de mundo aberto que tem como seu foco de história e gameplay o parkour, e isso faz com que o jogo se diferencie do que estamos acostumados em jogos em primeira pessoa, nada de armas, nada de tiros, apenas correr e no máximo dar uns socos e chutes.

O jogo é ambientado numa cidade futurista fictícia, uma sociedade totalmente opressora, com uma força policial chamada de Krugerseg, praticamente uma ditadura para os moradores, que são punidos e presos pelas causas mais insignificantes. E nesse clima opressor que surgiram os corredores, uma gangue da qual Faith, a protagonista do jogo, faz parte. O “trabalho” dos corredores é simples, eles literalmente correm pela cidade, fazendo entregas ou outros serviços que legalmente as pessoas não conseguiriam contratar, claro sempre com a Krugerseg os perseguindo.

mirror's edge 4

A história do jogo, pelo menos no seu início não é das mais interessante ou cativante, joguei meio que no modo automático, completava a missão e ia pra próxima, sem me importar ou pensar muito no que eu estava fazendo, ou porque estava fazendo aquilo, mas após a metade da história, aí as coisas começaram a ficar legais pra mim, e joguei até o fim bem interessado em como tudo terminaria. O final não é sensacional, talvez seja apenas médio, mas a conclusão poderia ser bem pior, caso a história não tivesse melhorado no meio do jogo. A campanha principal deve durar em torno de 6 a 8 horas, podendo variar de pessoa para pessoa. Pode parecer pouco, mas o jogo possui muitas side missions, que elevam o tempo para se concluir 100% em diversas horas. Buscar o fechamento total do jogo não é nada fácil, pois exige bastante tempo e paciência.

A jogabilidade é boa, os comandos respondem bem, tudo funciona direitinho. Comparado ao seu antecessor, lançado em 2008, Catalyst é bem mais fácil e amigável de se jogar, ainda exige um pouco de tempo para que se pegue o jeito e tudo saia como o planejado, mas quando tudo começa a fluir, o gameplay é extremamente divertido e gratificante. O sistema de combate também é bem simples e fácil de executar, é possível comprar melhorias para o personagem usando pontos de experiência adquiridos realizando as missões, tanto principais quanto secundárias.

mirror's edge 3

Os gráficos me agradam desde o primeiro jogo, e nesse continuam muito bons, claro que rolou uma melhora de 2008 pra cá, texturas melhores, uma diversidade maior de ambientes, mas ainda assim, no começo do jogo a cidade me parecia meio igual em todos os lugares. O jogo começa basicamente cinza e branco, nos ambientes internos existem mais cores. Porém no início do jogo é bem fácil se perder devido a essa semelhança entre as áreas do mapa.

Pra finalizar, Mirror’s Edge Catalyst não é o tipo de jogo que agrada todo mundo, mas mesmo aqueles que torcem o nariz ao olhar para o estilo do jogo, deveriam dar uma chance, pois é um jogo bem divertido e que tem muitas horas de conteúdo para quem se dedicar a terminar o jogo por completo.

Se quiserem ver um pouco mais do jogo, assistam a análise em vídeo também.

  • Veja mais sobre jogos clicando aqui.
Escrito porPedro Henrique

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