Ainda no clima do lançamento do live action A Bela e a Fera, com Emma Watson, o Thunder Dicas de hoje traz uma releitura dessa linda história de um jeito cosmopolita e bem moderno. Mas antes, um pouquinho de como surgiu essa linda história que emociona a todos.

Como já falamos aqui a respeito de O Mágico de Oz, com A Bela e a Fera não é diferente. Originalmente, escrito em francês, o conto é de autoria de Gabrielle-Suzanne Barbot, mais conhecida como a “Dama de Villeneuve”, e foi escrito em 1740. De lá para cá, diversas modificações na obra aconteceram, bem como, encenações através do teatro e da forma que nos foi apresentada, o cinema.

Dentro da arte inventada pelos irmãos Lumière – esse nome não te soa familiar? -, a versão mais conhecida mundialmente é a animação de 1991 produzida pelos estúdios Disney. Só que bem antes e bem depois desse ano, outras inúmeras adaptações foram produzidas, incluindo seriados para a TV. A Fera, filme de 2011, é uma dessas releituras pós animação da Disney. O produto é diferente, porém mantém a tradição ao qual o conto foi escrito e as lições que toda a história nos mostra, são mantidas.

O filme conta a história de Kyle Kingson, um jovem que tem tudo: inteligência, beleza, riqueza e boas oportunidades, mas possui uma personalidade perversa e cruel. Após humilhar uma colega de classe, ele é amaldiçoado por ela para se tornar tudo o que ele mais despreza. Enfurecido com a sua nova e horrível aparência, ele vai atrás da garota e descobre que só terá a sua beleza de volta se fizer com que alguém consiga amá-lo, algo que ele considera impossível. Ao ver no que o filho se tornou, o pai do garoto manda-o para Brooklyn com uma empregada e um professor cego. No local, ele se envolve com Lindy Taylor, uma humilde e bela garota que faz com que ele se apaixone por ela, e ela também se apaixona por ele.

Nomes de peso foram escalados para estrelar essa bela (e um tanto sombria) produção: Alex Pettyfer interpreta Kyle Kingson (ou a Fera, como quiserem chamá-lo), tem também o querido Neil Patrick Harris, Mary-Kate Olsen é Kendra Hilferty, a colega a qual Kyle humilha e despreza (ela é a bruxa da história) e Vanessa Hudgens, a eterna Gabriella Montez de High School Musical, da Disney – só que no filme, ela representa Lindy Taylor, para os íntimos, a Bela.

A Fera
Alex Pettyfer e Vanessa Hudgens em A Fera

Quem escreveu o roteiro do longa foi Daniel Barnz, que se inspirou nos filmes Digam o que Quiserem e Crepúsculo – daí, o tom sombrio que a trama mostra, mas é bem proposital, como se depois de virar um “monstro”, Kyle só enxergava sua vida escura e sem vida, mesmo depois de Lindy aparecer. Mas esse ar de mistério e escuridão vai até um certo ponto da história.

A trilha sonora é outra obra-prima a parte e é composta por grandes artistas, incluindo Tim Myers, Regina Spektor, Pixie Lott, The Vines e a Mother Monster, Lady Gaga. Durante as filmagens, Alex precisou usar algumas próteses e figurinos especiais para compor seu personagem – ele usou cerca de sessenta tatuagens e cicatrizes em todo o seu corpo. A sua maquiagem levava aproximadamente umas 6 horas para ser aplicada em todo o corpo.

Em uma entrevista coletiva para a promoção do filme, Pettyfer disse que por se tratar de algo tão profundo, ele só consegue olhar como seu eu normal por alguns minutos, que após esse tempo, ele se entrega de verdade a história e a atuação. “Para o resto da minha estrutura de tempo, eu visto algo concebido como ‘grotesto’, assim como a Fera possui, mas depois isso vai dissipando com o andar do tempo”, disse o ator, que precisou ganhar quinze quilos de músculos e raspar a cabeça para viver o personagem.

Já Vanessa Hudgens, na mesma entrevista coletiva, disse que olhou o “animal” e que sua participação no filme, a fez mudar algumas áreas pessoais de forma “muito estranha e peculiar”, palavras da própria atriz. A crítica não recebeu o filme com bons olhos – e quem liga? -, mas o que importa de verdade, é que a essência da história original escrita lá em 1740 é mantida até os dias de hoje, afinal, não olhar nem julgar pelas aparências é fundamental. O coração deve sempre falar mais alto.

O filme está disponível no catálogo da Netflix, não vai perder hein!

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