Oi pessoal, que bom retornar aqui, hein! Ficamos um tempinho off para curtir a folia e aproveitamos para dar uma redecorada no Thunder que modéstia à parte, ficou lindão hein! Bem, voltamos com tudo e o Thunder Dicas também. Essa semana, comemoramos a semana do Dia Internacional da Mulher (8 de março), um dia histórico para literalmente comemorarmos e lembramos de mulheres que tanto fizeram pelas mulheres de hoje e por toda a sociedade.

E em comemoração a essa semana feminina (e porque não dizermos feminista?), hoje vamos indicar a vocês uma série pra lá de maravilhosa onde a personagem principal é uma mulher. E não é qualquer mulher não, minha gente, é A MULHER! Interpretada pela atriz Julianna Margulies (que também assina a produção executiva dos episódios), Alicia Florrick estrela o drama de tribunal The Good Wife, uma série que contou com um elenco incrível e durante sete temporadas, mostrou a força feminina de Alicia e de outras mulheres que também, estrelam a série.

A atriz Julianna Margulies, como Alicia Florrick, em “The Good Wife | Reprodução: CBS

Disponível na Netflix (todas as temporadas), bem antes do tema “empoderamento feminino” e “feminista” se tornar pauta recorrente em programas de TV, tabloides, estudos acadêmicos e matérias jornalísticas, The Good Wife vinha trilhando nessa vertente e abriu caminho para tantas outras obras de qualidade com o mesmo plano de fundo. A história se dá início a partir de um escândalo político que ganhou as páginas policiais e os principais programas de TV do Condado de Cook, em Chicago. Peter Florrick (Chris Noth) caiu em desgraça por seus casos extraconjugais e de corrupção virem à tona, manchando o nome da família. Alicia, sua mulher, precisou tomar as rédeas da sua vida e garantir o sustento da sua família.

Formada em Direito e sem exercê-lo por treze anos, Alicia retorna ao mercado de trabalho como associada de um escritório, o Lockhart/Gardner, de quem seu amigo de faculdade, Will Gardner (Josh Charles) é sócio ao lado de Diane Lockhart (Christine Baranski) e aos poucos, ela mostra que o treze anos a qual conviveu sem exercer o direito, só a deixou melhor do que muitos advogados em exercício da função.

The Good Wife
A atriz Christine Baranski como Diane Lockhart, em “The Good Wife” | Reprodução: CBS

A série foi criada pelo casal Michelle e Robert King, que também dirigiram, produziram e escreveram alguns episódios, e foi exibida de 2009 à fevereiro do ano passado. No Brasil, é intitulada Pelo Direito de Recomeçar e mesmo não sendo tradução literal, faz jus ao que a série apresenta em suas temporadas. A cada episódio, os casos vão ficando mais difíceis, pondo até mesmo, o escritório em uma situação conturbada relacionado a dívidas. Mas sem descer do salto, literalmente, Alicia vai ganhando casos para o escritório e fazendo com que seu nome seja consolidado como referência dentro do mundo jurídico.

Há também outras mulheres que merecem destaque na série. Kalinda Sharma (Archie Panjabi), uma investigadora contrata do escritório que tem fama de ser durona. Sua personagem é sagaz, inteligente e muito misteriosa. Usando minissaia e botas de couro cano longo, Kalinda seduz seus alvos com o intuito de resolver aquela questão que falta para o ganho de causa da Lockhart/Gardner. Outra mulher que merece destaque na série é Diane Lockhart, uma das donas do escritório. Diane é daquelas mulheres fortes, inteligentes e que faz a linha clássica. É de longe o perfil ideal de mulher que a sociedade exige, pois não é casada, não tem filhos e é sexualmente resolvida.

The Good Wife
As atrizes Archie Panjabi (Kalinda Sharma) e Julianna Margulies (Alicia Florrick) em uma das cenas de “The Good Wife | Reprodução: CBS

Como Kalinda e Diane, outras advogadas passam pelas série todas cheias de si, de conhecimento e de empoderamento. É o caso da agente do FBI Lana Delaney (Jill Flint), que quando aparece na tela, dá aquele orgulho pra classe, sabe? Tem a filha de Alicia, Grace (Makenzie Vega), que é religiosa, ativista dos direitos humanos, possui um senso de justiça enorme e vê em sua mãe, uma admiração e inspiração para seguir a carreira jurídica. Tem Viola Walsh (Rita Wilson), uma advogada maravilhosa – e um tanto dúbia em suas formas de propugnar suas causas, mas que merece toda a atenção e honrarias.

A série mostra que a mulher possui um poder absurdo de escolhas e essa é uma das causas que milhares de mulheres feministas lutam ao redor do mundo: a ascensão e a igualdade de gêneros, o desejo de reconhecimento profissional e equiparação salarial e simplesmente deixar claro que a mulher pode exercer “funções masculinas” tão bem quanto os homens. Com o fim da série, os telespectadores ficaram um tanto órfãos por não terem mais a companhia de Alicia e toda sua trupe.

The Goos Wife
Parte do elenco de “The Good Wife” num pôster promocional da série. Da esquerda para direita: Christine Baranski (Diane Lockhart), Josh Charles (Will Gardner), Julianna Marguiles (Alicia Florrick), Alan Cumming (Eli Gold), Chris Noth (Peter Florrick), Matt Czuchry (Cary Agos) e Archie Panjabi (Kalinda Sharma) | Reprodução: CBS

Cada temporada traz vinte e dois episódios de quarenta e três minutos. Mas o texto é tão bom e acontece tanta coisa em um único episódio, que você não sente a seriedade do Direito e todo final de episódio, nos deixa com aquela pulguinha atrás da orelha de saber o que irá acontecer no episódio seguinte – é o que chamamos de plot twist.

Com tantos motivos assim, você não vai deixar de assistir, não é? Aproveita que as últimas temporadas da série estão na Netflix há pouco tempo e isso é um bom sinal, vai demorar um pouquinho da série sair do catálogo. Ah, e lembrem-se: lugar de mulher é onde ela quiser – mesmo que seja em um escritório de advocacia, num tribunal ou até mesmo, dentro de casa. Respeitem as mulheres e deem a elas liberdade para escolher seu futuro.

Viva a mulher!

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