segunda-feira, 27, setembro, 2021

Um Lugar Para Todo Mundo | Um filme sobre o direito de estar na escola com todas as crianças

Quando Emílio, uma criança de 3 anos, está prestes a ingressar na escola, sua família se depara com as barreiras do sistema educacional que mais discrimina nos Estados Unidos: as escolas públicas da cidade de Nova York. Na luta para garantir o direito de Emílio à uma educação inclusiva, ela investiga histórias pessoais e inspiradoras que denunciam muitas injustiças.

Uma coprodução entre a produtora estadunidense Rota6 e a produtora Maria Farinha FilmesUm Lugar Para Todo Mundo será lançado na semana do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – 20 de setembro às 23h59 – no GNT. Dirigido por Olivier Bernier, pai de Emílio e diretor da produtora Rota6, o filme também será exibido na TV Cultura e ficará disponível nas plataformas Globoplay e Videocamp.

“Eu acredito que o Um Lugar Para Todo Mundo começa onde o Crip Camp parou. O Crip Camp termina com as leis que foram alteradas devido ao seu incrível ativismo e o Um Lugar Para Todo Mundo começa com como essas leis estão sendo implementadas hoje e como o movimento das pessoas com deficiência precisa continuar avançando frente”, afirma o diretor Olivier Bernier.

A obra conta com o apoio e a expertise da spin off Flow Impact em todo os processos de distribuição para o filme: “Produções recentes da Maria Farinha Filmes já alcançaram mais de 30MM de pessoas, e engajaram mais de 100 organizações globais em um movimento de impacto. A cada projeto, enxergamos de forma mais clara como o audiovisual pode provocar mudanças importantes na sociedade, e mudar o jogo na resolução de problemas sistêmicos e complexos”, acredita Marcos Nisti, sócio fundador da Maria Farinha Filmes.

A história de Emílio representa uma realidade que atinge milhões de crianças em todo o mundo. Dados do Unicef revelam que existem mais de 93 milhões de crianças com deficiência em todo o mundo – quase metade delas está fora da escola. A outra metade está na luta pelo direito de frequentar uma educação que não as discrimina e as separa das demais crianças. O filme foi selecionado para produção na edição de 2018 do Videocamp Film Fund – uma iniciativa do Instituto Alana. O Edital foi uma das maiores iniciativas do mundo voltada a filmes com impacto social para financiamento de uma única produção. Esse movimento reconhece a potência com que o cinema inspira e incentiva a reflexão em torno de temas socialmente relevantes.

‘Em diversos países, ainda há uma profunda segregação de alunos com deficiências na Educação restritos à instituições especializadas, ainda que existam muitos estudos que comprovem os benefícios da Educação Inclusiva para toda a sociedade – de acordo com dados do Relatório de Monitoramento Global da Educação (Relatório GEM) de 2020 , e o site PEER, da UNESCO , que avalia o cenário e desempenho da educação inclusiva em todo o mundo. Em um quarto dos países do globo, a legislação local determina que crianças com deficiências sejam instruídas em espaços separados. Ainda com base no relatório, a maioria dos sistemas educacionais não levam em consideração as diferenças dos estudantes. O Brasil, diferente dos demais países, tem uma história de sucesso no direito à educação para todas as crianças. Em 2020, em um total de 1.308.900 estudantes com deficiência matriculados na educação básica, 88% estão em escolas comuns.

“Analisando o cenário internacional, o Brasil desponta como um caso de sucesso na legislação que confirma direitos iguais às pessoas com deficiência. Ao contrário dos Estados Unidos e de outros países considerados desenvolvidos, o Brasil, em pouco mais de uma década, duplicou a matrícula de estudantes com deficiência, especialmente no Ensino Fundamental, e melhor, tudo em escolas comuns. Agora que a maioria dos estudantes estão no lugar onde sempre tiveram direito de estar, o único caminho é o de não retornar a um modelo educativo de separação de pessoas por suas características ou diferenças, ainda que tenhamos muito o que qualificar na implementação das políticas e no chão das comunidades e das escolas. É também preciso uma grande cooperação internacional para que o objetivo 4 da Agenda 2030 chegue a cada país que ainda não assegurou a educação inclusiva, equitativa e de qualidade para todas as crianças, e o Brasil tem muito a ensinar sobre isso”, Raquel Franzim, Diretora de Educação e Cultura da Infância do Instituto Alana.

Nos Estados Unidos, já foram decretadas políticas que apoiavam um cenário mais promissor, como as Leis para Indivíduos com Deficiência de 1975 e 1997, e uma emenda de 2004, que exige que escolas públicas incluam alunos com deficiência em classes de Educação Geral e Integrada. Mas, de maneira geral, o sistema ainda dificulta o acesso à uma escola plural e abrangente para essas crianças da Educação Geral ao Ensino Médio.

O filme reúne especialistas como Thomas Hehir, Diretor em Educação Especial nos Estados Unidos; Sara Jo Soldovieri, Advogada do National Down Syndrome Society; Lori Podvesker, Diretora do Disability & Educational Policy; David H. Rose, co-criador da Universal Design of Learning; Sue Swenson, Deputy Assistant Secretary for Special Ed-Services e Richard A. Carranza, Chancellor of NY Public Schools.

Um Lugar Para Todo Mundo propõe que a sociedade entenda o valor de garantir o direito à uma Educação Inclusiva e de qualidade para todas as crianças, e se junte à caminhada para uma realidade onde nenhuma criança fique de fora da escola.

Com première no Human Rights Film Festival em maio, o longa – que foi premiado com o ‘Hernandez/Bayliss Prize for Triumph of the Human Spirit’ no Middlebury Film Festival e selecionado pelo New Orleans Film Festival e pelo ACT Human Rights Festival, na Colorado State University – tem o apoio institucional global da Human Rights Watch:

“Enquanto os Estados Unidos continuam sua dolorosa busca pela diversidade e inclusão, devemos valorizar cada membro de nossa comunidade. Nosso sonho é que a história de Emílio não seja mais comum aqui ou em qualquer outro lugar do mundo. Nosso sonho é reunir nossos jovens, nas escolas, na comunidade e nos nossos locais de trabalho, não os mantendo segregados”. Carlos Ríos-Espinosa é pesquisador sênior e defensor dos direitos das pessoas com deficiência na Human Rights Watch.

A rede de apoio do documentário conta com importantes organizações como Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Ministério Público de SP, FBASD (Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down), Fundação Itaú Social, Instituto Unibanco, Escola de Gente, Instituto Rodrigo Mendes, ANEC (Associação das Escolas Católicas), LEPED Unicamp, Talento Incluir, Instituto de Pesquisa Amankay, Instituto Avisa Lá Formação Continuada de Educadores, Comunidade Educativa CEDAC e Mais Diferenças.

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