quarta-feira, 20, outubro, 2021

Crítica: Velozes e Furiosos 7

Quando a repetição funciona

Velozes e Furiosos é uma franquia bem estabelecida no cinema. O que isso quer dizer? Bem, depois de seis filmes e bilhões de dólares acumulados nas bilheterias, a série de ação encontrou um caminho seguro a ser trilhado a partir do quarto filme, quando trouxe de volta o elenco original, encabeçado por Vin Diesel (de Guardiões da Galáxia), e deu um novo direcionamento à saga. E é dentro deste padrão que Velozes e Furiosos 7 (Furious 7, EUA/Japão, 2015) chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 02 de abril.

Não há, neste novo longa, algo de… bem… novo. Apesar da troca na cadeira de diretor (saiu Justin Lin, que vinha comandando o set desde Velozes 3, e entrou James Wan, de Invocação do Mal), nada, visual ou narrativamente, evidencia qualquer mudança. Por isso, que fique bem claro: se você não gosta da série, não perca seu tempo em ir ao cinema e gastar seu suado dinheiro na aventura; agora, se você gosta dos filmes e já aceita as regras estabelecidas pelo universo do submundo das corridas de rua, não vai se decepcionar.

Velozes e Furiosos 7
Velozes e Furiosos 7 | Imagem: Universal Pictures

Partindo de uma trama sobre vingança, Velozes e Furiosos 7 dá seguimento aos eventos apresentados no longa anterior, introduzindo, logo de cara, Deckard Shaw (Jason Stathan, de Os Mercenários 3), irmão do vilão de Velozes 6, Owen Shaw (Luke Evans, de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos). Sedento pelo sangue de Don Toretto (Diesel), o Shaw “mais velho e mais malvado” parte no encalço de Toretto, deixando um rastro de destruição e morte.

Por ser ex-assassino das Forças Especiais Britânicas, Shaw é um fantasma, o que torna impossível qualquer tentativa de localizá-lo. É neste momento que entra em cena Mr. Nobody (Kurt Russell, de À Prova de Morte), agente secreto que atribui a Toretto e sua equipe a missão de resgatar um hacker chamado Ramsey, cuja identidade é desconhecida, responsável pela criação de uma tecnologia conhecida pelo nome “Olho de Deus”. Tal invento permite a quem possuí-lo localizar qualquer pessoa, em qualquer local do globo. Por isso, o inventor encontra-se sequestrado por Jakande (Djimon Hounsou, de O Sétimo Filho), terrorista que deseja ter posse do “Olho de Deus”. Se o resgate for bem-sucedido, Don poderá utilizar a tecnologia para encontrar e dar cabo de Shaw.

Velozes e Furiosos 7
Velozes e Furiosos 7 | Imagem: Universal Films

Essa história (talvez, a mais “complexa” de todos os filmes da série) é a desculpa para que Velozes e Furiosos 7 entregue, com primor, aquilo que dele se espera: ação ininterrupta, humor na dose certa, belas mulheres, pancadaria e carros à toda velocidade. Aliás, vale ressaltar que os carros voltaram a ganhar um pouco mais de espaço em tela, uma vez que, desde a chegada de Dwayne Johnson (de Hércules) ao elenco, o quebra-pau vinha ganhando mais destaque entre as cenas de ação. E por falar em cenas de ação, o mais recente filme não fica devendo e entrega duas sequências de tirar o fôlego: o resgate de Ramsey, que começa com os carros tendo acesso a uma estrada entre montanhas, partindo de um avião(!) e o espetacular roubo de um Lykan Hypersport, durante uma festa, em Dubai. Ambas fazem valer a experiência de conferir o filme em IMAX e confirmam a ideia de que, na cinessérie, quanto maior, melhor.

Se nada é novidade a quem conhece os filmes da saga automobilística, há um atrativo em Velozes e Furiosos 7 que transcende as telas dos cinemas: o precoce falecimento de Paul Walker. O interprete de Brian O’Conner, parceiro de Don Toretto, morreu num acidente de carro em novembro de 2013, enquanto Velozes 7 ainda era filmado. Isso promoveu o adiamento do lançamento da produção, provocou mudanças na trama e gerou um desfecho para o personagem sobre o qual não comentarei aqui, para não comprometer a experiência.

Crítica: Velozes e Furiosos 7 1
Paul Walker em Velozes e Furiosos 7 | Imagem: Universal Films

No geral, Velozes e Furiosos 7 não inova. Isso, no entanto, está longe de ser algo ruim. Afinal, inovar não é a proposta aqui, e sim divertir, oferecendo um entretenimento, simultaneamente, descompromissado e grandioso, como Hollywood, quando acerta, faz muito bem. Se o padrão continuar o mesmo, que venham o 8… o 9… o 10…

Veja a ficha técnica e elenco completo de Velozes e Furiosos 7

Nota do Thunder Wave
O Longa mantem o mesmo padrão e consegue agradar.

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