segunda-feira, 27, setembro, 2021

Crítica | I Am Not Okay With This- 1ª Temporada

Com tom fresco e jovial, a intensidade da série é perfeita para quem gosta desse universo ficcional

A mais recente produção original da Netflix surpreendeu a todos por sua duração. Com sete episódios de aproximadamente vinte minutos, I Am Not Okay With This  tem por volta de duas horas e meia de duração. É muito menos do que tem O Irlandêspor exemplo, e não é muito mais longo do que a maioria dos filmes do último Oscar. Enquanto série, o novo projeto é um drama misturado com comédia e uma pitada de ficção que é bem intencionada e agrada. De certa forma, a produção peca por um único motivo: a falta de profundidade em seus temas e seus personagens. Mas, ainda assim, tem uma excelente fotografia, trilha sonora e conversa muito bem com outras produções muito famosas. A série oferece um frescor jovial muito divertida, tão leve que é possível assistir sem perceber o tempo passar., embalada pelos pensamentos da protagonista Sid.

A história gira em torno de Sidney (Sophia Lillis), uma adolescente introvertida que narra a história a medida em que faz anotações em seu diário, devido a orientação da conselheira da escola que tenta ajudá-la com seu luto e sua agressividade. Ela é muito amiga de Dina (Sofia Bryant), que no decorrer da trama se envolve com Brad (Richard Ellis) e a relação das duas se distanciam. Nisso, Sid começa uma amizade com Stanley (Wyatt Oleff). E nesse meio tempo, coisas estranhas começam a acontecer. Sid tem poderes desconhecidos. Não chega a ser como Eleven de Stranger Things, mas compartilha de grande semelhança. O pai de Sid morreu na primavera passada e ela convive com o irmão caçula, Liam (Aidan Wojtak-Hissong) e a mãe Maggie (Kathleen Rose Perkins). Ela sente um vazio devido a perda do pai. E quase sempre age de forma grosseira e hostil com a mãe, com quem não tem uma boa convivência (ela é fria como gelo). Além disso, ela ainda sofre bullying na escola e sente sentimentos mais profundos em relação a Dina.

I Am Not Okay With This
Stanley e Sid em I Am Not Okay With This / Netflix

Lillis, conhecida por seu papel na franquia It: A Coisa, está excepcionalmente incrível nesse papel. Ela retrata muito bem uma pessoa introvertida, que se sente deslocada no colégio. O seu jeito esquisito chama atenção do telespectador e de Stanley, que por si só, chama mais atenção do que qualquer outro personagem da produção. Stanley é carismático, gentil, inteligente e muito fofo, um verdadeiro príncipe. Engana-se quem pensa que ele vem num cavalo branco, muito pelo contrario. Ele é moderninho e “retrô” ao mesmo tempo. Tem um senso de humor intrínseco e chama muito atenção por seu charme. Infelizmente, tem uma vida um pouco complicada. Ele não se dá muito bem com seu pai, que passa mais tempo fora de casa e quando está não faz o seu papel de pai. Já Dina chama atenção desde o primeiro episódio por ser linda, divertida e simpática.

A dinâmica da temporada é fácil de acompanhar e prende a atenção do espectador. Embora a trama tenha bons temas como o bullying, sexualidade, relação familiar, relacionamentos amorosos, a amizade, o uso de drogas como a maconha, o luto e a agressividade, nenhum desses temas são abordados com profundidade. 

Em algumas cenas, vemos muitas referências como Carrie: A Estranha com direito a vestido no baile e muito sangue, Clube dos Cinco no quinto episódio em que a galerinha fica de detenção e se envolvem em situações impossíveis e inacreditáveis.

O visual de I Am Not Okay With This chega a ser parecido com The End of The F***ing World e isso pode dizer que a estrutura, texto e o “afobamento” de suas narrativas vêm da HQ na qual se baseia, já que ambas as série são inspiradas em obras do mesmo criador, Charles Forsman. A HQ comprime diversos acontecimentos em pouco mais de 150 páginas, mas mesmo assim consegue passar a sua mensagem, embora apresse assuntos e se encerre de forma abrupta. Porém, com um roteiro bem amarrado e um elenco de produção que não brinca em serviço, a série mistura o novo com o antigo e essa mistura resulta num show em forma de seriado. A trilha sonora é um elemento de peso que conduz a trama de forma sublime.

Por fim, temos um show dinâmico e que não cansa, no entanto, temos uma história que não se aprofunda nos diversos temas que tangencia. No final, o resultado é positivo e deixa um gostinho de “quero mais”.

Nota do Thunder Wave
Mesmo sem se aprofundar em questões importantes que apresenta, a série é uma ótima produção.

Artigos Relacionados

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por Favor insira seu nome aqui

Instagram

Bombando

Mais vistos da semana

Siga Nossas Redes

Tem conteúdo exclusivo por lá
6,914FãsCurtir
2,960SeguidoresSeguir
4,241SeguidoresSeguir

Recentes

Conteúdo fresquinho

Thunder Fic's

Tudo sobre roteiro
pt_BRPT_BR
Thunder Wave-Filmes, Séries, Quadrinhos, Livros e Games Thunder Wave