sexta-feira, 27, novembro, 2020
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Crítica | I Am Not Okay With This- 1ª Temporada

Com tom fresco e jovial, a intensidade da série é perfeita para quem gosta desse universo ficcional

A mais recente produção original da Netflix surpreendeu a todos por sua duração. Com sete episódios de aproximadamente vinte minutos, I Am Not Okay With This  tem por volta de duas horas e meia de duração. É muito menos do que tem O Irlandêspor exemplo, e não é muito mais longo do que a maioria dos filmes do último Oscar. Enquanto série, o novo projeto é um drama misturado com comédia e uma pitada de ficção que é bem intencionada e agrada. De certa forma, a produção peca por um único motivo: a falta de profundidade em seus temas e seus personagens. Mas, ainda assim, tem uma excelente fotografia, trilha sonora e conversa muito bem com outras produções muito famosas. A série oferece um frescor jovial muito divertida, tão leve que é possível assistir sem perceber o tempo passar., embalada pelos pensamentos da protagonista Sid.

A história gira em torno de Sidney (Sophia Lillis), uma adolescente introvertida que narra a história a medida em que faz anotações em seu diário, devido a orientação da conselheira da escola que tenta ajudá-la com seu luto e sua agressividade. Ela é muito amiga de Dina (Sofia Bryant), que no decorrer da trama se envolve com Brad (Richard Ellis) e a relação das duas se distanciam. Nisso, Sid começa uma amizade com Stanley (Wyatt Oleff). E nesse meio tempo, coisas estranhas começam a acontecer. Sid tem poderes desconhecidos. Não chega a ser como Eleven de Stranger Things, mas compartilha de grande semelhança. O pai de Sid morreu na primavera passada e ela convive com o irmão caçula, Liam (Aidan Wojtak-Hissong) e a mãe Maggie (Kathleen Rose Perkins). Ela sente um vazio devido a perda do pai. E quase sempre age de forma grosseira e hostil com a mãe, com quem não tem uma boa convivência (ela é fria como gelo). Além disso, ela ainda sofre bullying na escola e sente sentimentos mais profundos em relação a Dina.

I Am Not Okay With This
Stanley e Sid em I Am Not Okay With This / Netflix

Lillis, conhecida por seu papel na franquia It: A Coisa, está excepcionalmente incrível nesse papel. Ela retrata muito bem uma pessoa introvertida, que se sente deslocada no colégio. O seu jeito esquisito chama atenção do telespectador e de Stanley, que por si só, chama mais atenção do que qualquer outro personagem da produção. Stanley é carismático, gentil, inteligente e muito fofo, um verdadeiro príncipe. Engana-se quem pensa que ele vem num cavalo branco, muito pelo contrario. Ele é moderninho e “retrô” ao mesmo tempo. Tem um senso de humor intrínseco e chama muito atenção por seu charme. Infelizmente, tem uma vida um pouco complicada. Ele não se dá muito bem com seu pai, que passa mais tempo fora de casa e quando está não faz o seu papel de pai. Já Dina chama atenção desde o primeiro episódio por ser linda, divertida e simpática.

A dinâmica da temporada é fácil de acompanhar e prende a atenção do espectador. Embora a trama tenha bons temas como o bullying, sexualidade, relação familiar, relacionamentos amorosos, a amizade, o uso de drogas como a maconha, o luto e a agressividade, nenhum desses temas são abordados com profundidade. 

Em algumas cenas, vemos muitas referências como Carrie: A Estranha com direito a vestido no baile e muito sangue, Clube dos Cinco no quinto episódio em que a galerinha fica de detenção e se envolvem em situações impossíveis e inacreditáveis.

O visual de I Am Not Okay With This chega a ser parecido com The End of The F***ing World e isso pode dizer que a estrutura, texto e o “afobamento” de suas narrativas vêm da HQ na qual se baseia, já que ambas as série são inspiradas em obras do mesmo criador, Charles Forsman. A HQ comprime diversos acontecimentos em pouco mais de 150 páginas, mas mesmo assim consegue passar a sua mensagem, embora apresse assuntos e se encerre de forma abrupta. Porém, com um roteiro bem amarrado e um elenco de produção que não brinca em serviço, a série mistura o novo com o antigo e essa mistura resulta num show em forma de seriado. A trilha sonora é um elemento de peso que conduz a trama de forma sublime.

Por fim, temos um show dinâmico e que não cansa, no entanto, temos uma história que não se aprofunda nos diversos temas que tangencia. No final, o resultado é positivo e deixa um gostinho de “quero mais”.

Nota do Thunder Wave
Mesmo sem se aprofundar em questões importantes que apresenta, a série é uma ótima produção.

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